Tudo começou com uma iniciativa dos próprios alunos. Então, o sonho tornou-se realidade com a equipe Polaris Rocketry, formada por estudantes da FourC Bilingual Academy, que participou do Latin American Space Challenge (LASC). A competição reúne equipes de diferentes países em desafios relacionados ao desenvolvimento e lançamento de foguetes.
Na edição deste ano, realizada entre os dias 2 e 5 de setembro, em Iacanga (SP), os estudantes enfrentaram um desafio ainda maior: foram a primeira equipe não universitária da categoria de foguetes com apogeu de 1 km.
Eles competiram ao lado de equipes da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e outras universidades da América Latina.
Um projeto criado pelos alunos
A Polaris Rocketry nasceu por iniciativa dos próprios estudantes. Eles queriam encarar um desafio inédito e que iria além do conteúdo aprendido no Ensino Médio.
“Além do que eles aprendem na escola, os alunos tiveram que buscar outras informações muito aprofundadas, de nível universitário avançado, para criar esse foguete e conseguir colocá-lo no ar”, conta o professor Francisco Ferreira, que orientou os alunos no projeto.
O projeto exigiu muita persistência dos alunos, que precisavam estudar, testar, identificar problemas e buscar novas soluções sempre que algo não saía como planejado.
“Nem tudo funcionava de primeira. Quando alguma coisa dava errado, precisava estudar, entender o problema, corrigir e testar novamente. Foi um processo de muita tentativa, erro e aprendizado”, contou a aluna Eduarda Cavalari.
Para organizar as demandas, os estudantes dividiram a equipe em diferentes áreas. Na engenharia, estão os grupos responsáveis por recuperação, propulsão, design e aerodinâmica, estruturas, eletrônica e carga útil. Já a administração reúne gestão de projetos, marketing e finanças.
Cada área encarou responsabilidades diferentes, mas todas trabalharam em torno de um mesmo objetivo: fazer com que meses de planejamento, testes, estudos e trabalho coletivo se transformem em um foguete pronto para o lançamento.
Para Francisco, essa estrutura torna o projeto mais relevante.
“É um projeto realmente completo. Cada um trabalhou em um setor, ficando responsável pela execução de uma parte, mas tiveram que dialogar o tempo todo, pois dependiam disso para o sistema do foguete funcionar por completo”, destacou.
A participação na LASC colocou os estudantes diante de um problema real, que exigiu planejamento e trabalho em equipe, da parte técnica à administração do projeto.





