Mais do que comemorar 17 anos de história, a FourC Bilingual Academy reuniu sua comunidade para olhar o futuro.
No início de novembro, pais, educadores, alunos, amigos e convidados participaram de uma noite inspiradora com Edu Valladares, especialista em aprendizagem intencional e segurança psicológica em equipes.
O encontro, que celebrou o aniversário da escola, foi um convite à reflexão sobre mudança, curiosidade, criatividade e vulnerabilidade como caminhos essenciais para aprender e se reinventar.
Com o tema “Aprendabilidade: como criar novos futuros”, Edu propôs uma nova forma de pensar a aprendizagem no século XXI, unindo propósito e prática.
O que é aprendabilidade
Segundo Edu, aprendabilidade é a disposição para mudar o que se sabe.
Trata-se da coragem de desapegar de ideias antigas, experimentar, errar e se adaptar ao novo.
“Aprender envolve aceitar a vulnerabilidade que vem junto com o processo de transformação pessoal e coletiva”, destacou.
Para o especialista, a aprendabilidade está baseada em três pilares fundamentais:
- Conexão: olhar para si e para o outro, desenvolvendo empatia e segurança psicológica.
- Habilidade: cultivar autocontrole, autonomia e autenticidade.
- Estratégia: planejar, definir metas, hábitos e rotinas que sustentam o aprendizado contínuo.
Essa visão dialoga com a FourC, que acredita no aprendizado como uma ferramenta de transformação, que conecta conhecimento, pessoas e significado. Os princípios dialogam diretamente com os 4Cs que orientam a formação dos nossos estudantes:
- Pensamento crítico, ao incentivar o aluno a questionar, interpretar e construir sentido.
- Colaboração, entendida como aprender com o outro e para o outro.
- Cultura, que amplia repertórios e forma referências para ler e transformar o mundo.
- Cidadania, que se expressa no cuidado, na escuta e na responsabilidade com a comunidade.
O futuro que se constrói agora!

Durante a palestra, Edu trouxe também o conceito de “protopia”: uma ideia de futuro que se constrói passo a passo, por meio de pequenas melhorias e escolhas conscientes.
“O futuro não é algo que simplesmente acontece, é algo que fazemos”, disse. “Em vez de esperar por um cenário perfeito, podemos perguntar ‘e se?’ e desenhar caminhos possíveis e desejáveis para 2025 e além”, acrescentou.
Entre provocações e histórias, Edu reforçou a curiosidade como combustível da inovação. A curiosidade, segundo ele, é o ponto de partida da criatividade e do aprendizado ao longo da vida, competências essas consideradas essenciais pelo Fórum Econômico Mundial para 2030.
Aprender com vulnerabilidade
A palestra também abordou o papel da vulnerabilidade na aprendizagem. Admitir que não se sabe, pedir ajuda e errar (com o objetivo de rever e ter isso como um aprendizado) são atitudes que abrem espaço para o aprendizado genuíno.
“Aprender é processo: desafiar hipóteses, experimentar, errar, perseverar e celebrar o processo e também pequenas conquistas”, explicou Edu.
‘Aprender a (re)aprender’ é um movimento que começa com uma atitude: admitir limites, expor vulnerabilidade e praticar a partilha de conhecimento.
Em um mundo de mudanças rápidas e de várias gerações juntas, a solução não é resistir, é se abrir para aprender com quem vem chegando.É o trabalho em equipe, a empatia, o ouvir o outro.
Dica!
Se você refletiu sobre o seu futuro e surgiram ideias, anote e comece a praticar hoje! Exercite a aprendabilidade, experimente ‘erros inteligentes’ e compartilhe o que aprendeu com alguém de outra geração. Acreditamos que é assim que vamos criar novos futuros.
E, como diz Edu Valladares: “A melhor forma de prever o futuro é criar novos futuros.”