Aprender além da língua: alunos vivem experiência cultural em preparação para a BEO

Alunos do Fundamental II e do Ensino Médio vivenciaram uma experiência de aprendizagem profunda, conectada à escuta, ao respeito e à consciência cultural. Como parte da preparação para a British English Olympics (BEO), eles visitaram a Aldeia Nimuendaju, em Avaí, ampliando o olhar sobre diferentes culturas e conhecendo a língua nativa dos povos originários.

A BEO é uma olimpíada acadêmica internacional realizada anualmente no Reino Unido, voltada para estudantes de 12 a 16 anos de escolas bilíngues. Organizado pela Oxford International Education Group, o evento promove competições multidisciplinares em inglês, como debates, danças e projetos, focando em habilidades como oratória, trabalho em equipe, criatividade e imersão cultural.

A vivência na aldeia integrou o Global Spotlight, uma das tarefas da BEO, que propõe a criação de uma apresentação que articula teatro, música e o uso de uma terceira língua.

A escolha do tema levou os alunos a refletirem sobre processos históricos de colonização no Brasil e sobre a representatividade cultural.

“A visita teve como objetivo compreender a cultura a partir da perspectiva deles e entender como gostariam de ser representados, de forma respeitosa e fiel à sua identidade”,

explicou a aluna Maria Valentina Cruz

A visita

Durante o encontro, os alunos conversaram com os moradores sobre rotina, alimentação, religião, uso de acessórios, pinturas corporais e educação. Um dos pontos que mais marcou as estudantes foi o pedido claro para que não fossem retratados como personagens místicos ou fictícios.

“Eles nos falaram sobre a importância de não serem representados como seres místicos ou fictícios. São pessoas que têm escola, educação bilíngue, aprendem outras línguas e vivem uma vida cotidiana, com um modo de vida rural”, destacou a aluna Sofia Amâncio Ribeiro.

A experiência também revelou a complexidade do processo de preservação cultural e linguística. “Eles mantêm contato com outras aldeias que falam a mesma língua como forma de fortalecer e recuperar sua identidade cultural e linguística”, relatou Sofia.

Todo esse aprendizado será agora incorporado à apresentação da BEO, cujo tema deste ano é “Crossing Barriers” (Cruzando Barreiras). O desafio, segundo as estudantes, é transformar a experiência em uma narrativa que valorize a história, a cultura e a voz dos povos originários.

“Agora, o desafio é reunir tudo o que aprendemos e transformar essa vivência em uma apresentação que represente essa cultura com respeito e valorização”, afirmou Valentina.

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