Tem brasileiro na Fórmula 1. É isso mesmo! O bauruense e professor de Matemática da FourC Bilingual Academy, Francisco Ferreira foi convidado para ser juiz na final mundial do F1 in Schools. Em sua 15ª edição, o F1 in Schools chegou à sua fase final em Abu Dhabi, que também foi o palco da etapa derradeira da temporada 2019 do Mundial de F1.

A competição internacional é um teste multidisciplinar de habilidades abrangendo Ciência, Tecnologia, Engenharia, Matemática, Design e gerenciamento, com os alunos do Ensino Fundamental II e Médio refletindo a Fórmula 1 na vida real, projetando, testando e competindo como se fossem uma verdadeira escuderia da F1. Além disso, a equipe também planeja e realiza ações de marketing, busca de patrocínio e divulgação da marca. Todo o trabalho é apresentado a um painel de juízes, com mais de 45 especialistas da indústria, da Fórmula 1 e da educação, que avaliam os diversos elementos dentro do trabalho apresentado.

O bauruense Francisco foi um dos juízes, aliás, o único brasileiro convidado para esta função. “Foram dias muito intensos. É uma grande responsabilidade e honra fazer parte do corpo de juízes. Foi uma experiência incrível e de grande aprendizado também. Sou professor e percebo como essa competição possibilita que os estudantes coloquem em prática e entendam a importância de um projeto STEAM (conceitos aplicados de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática)”, ressaltou.

Francisco já foi tutor de equipes da escola FourC em anos anteriores e, chegou a final com os alunos por dois anos. No ano passado, em Singapura, a equipe B.E.S.T. – formada por alunos da FourC – construíram o “carro” de Fórmula 1 que foi o 15º mais veloz entre os 50 participantes na competição mundial e, trouxeram para o Brasil um troféu inédito: o prêmio “Chair of Judges Recognition of Achievement Award” (Reconhecimento dos juízes pelo potencial do time). Além disso, a Red Bull levou os alunos para conheceram o lounge da equipe de Fórmula 1.

Neste ano, o bauruense pode vivenciar uma nova experiência. “Nos dois primeiros dias fiz parte do painel do escrutínio, ou seja, juízes que conferem o cumprimento do regulamento técnico da competição através de medidas e avaliações visuais. Juntamente com outro juiz da Austrália (um ex-aluno da competição), fizemos auditorias das medidas e avaliações que os outros juízes fizeram, verificando possíveis inconsistências e fazendo anotações para que outras pessoas pudessem dar feedback sobre o desempenho de cada carro”, contou o professor.

 

Outra atuação do professor foi em outro painel chamado Car Service (manutenção). “Nesse momento minha função como juiz foi de garantir que o regulamento da manutenção estivesse sendo seguido garantindo que os carros estivessem aptos para correr com segurança”, explicou.

Nesta edição, 55 equipes de 22 países chegaram à fase final da competição, sendo três equipes brasileiras. Ao todo, cerca de 270 estudantes fizeram parte da fase final do F1 in Schools. A premiação foi realizada em um jantar de gala na curva 1 do circuito de Abu Dhabi.

F1 in Schools

O projeto F1 in Schools chegou ao Brasil em 2014. Como funciona a competição? As equipes colaboram, projetam, analisam, fabricam, testam e competem em carros feitos a partir de blocos de modelos F1. Os carros criados pelas equipes são movidos por ar comprimido ao longo de uma pista de 20 metros em uma média de 1,2 segundos. Cada carro é “dirigido” por um membro da equipe, com um botão de disparo liberando o modelo quando cinco luzes se apagam, assim como no início de uma corrida de F1.

 

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