O Novembro Dourado na FourC reuniu atividades que aproximaram nossos estudantes de temas como identidade, representatividade e consciência negra.
Ao longo do mês, as turmas exploraram autorretratos, leituras, jogos, produções artísticas e momentos de conversa, além de um encontro com o educador e pesquisador Valmir Luis Saldanha. Foi um percurso que uniu prática, reflexão e escuta para fortalecer uma educação comprometida com o respeito e a diversidade.
Identidade como ponto de partida
Nas atividades desenvolvidas pelas turmas, o autorretrato se tornou uma ferramenta pedagógica potente. Com tinta, pincéis e materiais diversos, os estudantes observaram seus tons de pele, texturas de cabelo e traços individuais, transformando essa descoberta em expressão artística.
O exercício ultrapassou o campo estético: foi uma oportunidade para se reconhecer, nomear características, valorizar singularidades e compreender que todas as identidades são dignas de orgulho.
Jogos, leituras e dinâmicas complementaram esse processo. Histórias de figuras negras importantes para a cultura, a ciência, a política e a arte ampliaram repertórios e aproximaram os alunos de narrativas muitas vezes pouco visibilizadas. Em cada atividade, emergiam perguntas, curiosidades e conversas espontâneas, elementos essenciais para formar uma consciência crítica desde cedo.
Escuta ativa e protagonismo: um encontro que marcou o mês

Recebemos a visita de Valmir Luis Saldanha, educador, poeta e pesquisador que conduz reflexões profundas sobre relações étnico-raciais.
Em encontros com estudantes e, posteriormente, com colaboradores, Valmir trouxe histórias e provocações necessárias para pensar o antirracismo não como um tema pontual, mas como um compromisso cotidiano.
Um compromisso que vai além de um mês
As ações do Novembro Dourado se conectam à construção da cidadania com empatia e respeito para a construção de uma sociedade mais justa e plural.
Trabalhar identidade e representatividade com crianças e jovens significa abrir caminhos para que cada estudante se reconheça e reconheça o outro.
O mês termina, mas o compromisso permanece. Seguimos construindo, juntos, uma comunidade escolar que escuta, aprende, acolhe e transforma.