Que aluno queremos formar? A provocação que marcou o início de 2026 na FourC

Um dos momentos mais marcantes do encontro de abertura de 2026 foi a palestra da diretora de ensino Juliana Storniolo, que convidou professores e colaboradores a refletirem profundamente sobre o papel da escola na formação dos estudantes. Juliana trouxe provocações diretas, que mobilizaram a equipe a repensar práticas, certezas e objetivos.

Entre os questionamentos lançados, um se destacou pela força simbólica: que tipo de aluno queremos formar – aquele que apenas segue o planejamento ou aquele que utiliza o pensamento crítico?

A partir dessa pergunta, nossa diretora introduziu a ideia de cultura de pensamento, defendendo que a aprendizagem só se torna significativa quando a escola constrói ambientes onde questionar, argumentar, refletir e criar fazem parte do cotidiano. Uma educação que vai além da execução de tarefas e se compromete com o desenvolvimento do pensamento.


Educar com propósito: desconforto, sentido e transformação

Durante a palestra, Juliana destacou a centralidade do propósito na prática docente. Para ela, educar não é apenas cumprir conteúdos ou seguir planejamentos, mas atuar com clareza de intenção: saber por que se faz o que se faz, para quem e com qual impacto.

Outro ponto enfatizado foi o desconforto como parte da jornada educativa. Aprender implica sair de zonas de segurança, lidar com dúvidas, errar e revisar caminhos. Nesse contexto, a inovação pedagógica não se constrói sem tensionamentos e sem disposição constante para repensar práticas.

A diretora também compartilhou referências do Project Zero, grupo de pesquisa da Universidade de Harvard dedicado ao estudo dos processos de aprendizagem, pensamento e criatividade. As reflexões inspiraram a equipe a incorporar práticas que tornem o pensamento visível em sala de aula, fortalecendo a aprendizagem ativa e consciente.


Confiança, escuta e pertencimento

A palestra abordou ainda a relação entre confiança, segurança emocional e desenvolvimento. Estudos e práticas educacionais mostram que alunos aprendem melhor quando se sentem acolhidos, respeitados e confiantes no ambiente escolar e nos adultos que os acompanham.

Nesse sentido, a FourC reforça seu papel como espaço de pertencimento, onde relações saudáveis e previsíveis criam as condições necessárias para que os alunos se arrisquem, questionem e se desenvolvam de forma integral.

Juliana também convidou os educadores a refletirem sobre o planejamento pedagógico, destacando que planejar vai além da organização de conteúdos. Significa criar tempo e espaço para ouvir os alunos, considerar seus interesses e promover experiências de aprendizagem significativas. A escuta ativa e o diálogo constante fazem parte da cultura da escola e orientam práticas que colocam o aluno no centro do processo educativo.


Formação contínua e compromisso com o futuro

O encontro de acolhida reforçou a importância da formação continuada dos educadores e do fortalecimento de uma cultura escolar baseada em perguntas, processos, colaboração e respeito.

Encerrando sua fala, Juliana deixou uma mensagem que sintetiza o espírito do encontro e aponta caminhos para o novo ano letivo:

“O futuro precisa de gente comum que decide agir como protagonista. Atitude. Coragem. Vontade de aprender.”

Juliana Storniolo

Com o início do ano letivo de 2026, a FourC reafirma seu compromisso com uma educação que integra excelência acadêmica, desenvolvimento socioemocional e inovação pedagógica. A expectativa é que o ano seja marcado por diálogo, parceria e práticas pedagógicas que formem alunos críticos, protagonistas e preparados para os desafios do mundo.

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